• Sobre Anápolis

    Anápolis é um município brasileiro do estado de Goiás. Tem, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para 2010, 334.613 habitantes [3], sendo o terceiro maior em população do Estado. Possui um PIB de 8,1 bilhões de reais, o que faz de Anápolis o município mais competitivo, rico e desenvolvido do interior do Centro-Oeste Brasileiro. Fica a 48 km de Goiânia e 139 km de Brasília. Junto com essas cidades, faz do eixo Goiânia-Anápolis-Brasília, a região mais desenvolvida do Centro-Oeste.[6] Segundo o Tribunal Regional Eleitoral de Goiás, em junho de 2011 registram-se em Anápolis 230.225 eleitores [7] ou 5,67% do eleitorado de Goiás [8].

    Surge de uma pequena vila que surgiu dos encontros de viajantes em uma fazenda que ficava na região, e que cresceu após a construção da capela de Santana. A etimologia de seu nome pode ser considerada como vinda do nome de Santa Ana, ou do nome de Ana das Dores, significando Cidade de Ana.[9]

    A cidade é cortada pelas rodovias BR-153 e BR-060, duas importantes vias federais, e pela GO-330. Além disso é ponto inicial das rodovias GO-222 e BR-414. Conta com a sede e um campus da UEG (Universidade Estadual de Goiás) e um campus do IFG (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás), além de inúmeros institutos particulares e centros profissionalizantes. Anápolis teve um alto índice de crescimento após a instalação do DAIA, em 1976.

     

    História

    Em 1819, o viajante francês Auguste de Saint-Hilaire, hospedou-se na região, a qual mencionou de Fazenda das Antas. Um conhecido desbravador da região, o marechal Raimundo de Cunha Matos, chegou a afirmar em suas andanças a citada propriedade, encravada no rio das Antas, nome este por sinal, face o local na época ter grande quantidade de antas.

    A origem dessa localidade é quase certa que fica nas redondezas do Córrego Góis, Ribeirão das Antas, Córrego dos Nunes, Córrego Capuava, Córrego Cesário, Córrego Água Fria, Córrego João de Aí, tinha como residência os senhores Joaquim e Manuel Rodrigues dos Santos, José Inácio de Sousa, Manuel e Pedro Rodrigues (Roiz), Camilo Mendes de Morais, Manuel Rodrigues da Silva, todos lavradores e mais comunidade por volta de 1865. Por ser um local aprazível, com bom pasto e muita água, tornou-se logo um ponto de encontro entre viajantes e tropeiros surgindo em seguida casas e palhoças.

    Percorrendo a extensa faixa de terras entre Jaraguá e Silvânia, alguns viajantes fixaram ali residência, principalmente na cabeceira do rio/riacho das Antas.

    Afirma a tradição que, por volta de 1859, passando pela região da fazenda de Manuel Rodrigues, Dona Ana das Dores, natural de Jaraguá, perdeu ali um de seus animais de carga que conduzia uma imagem de Santana. Encontrado o animal, os tropeiros não conseguiram erguer a tal mala que continha a imagem, o que levou Dona Ana a interpretar o fato ocorrido como um desejo da santa de permanecer no local. Dona Ana então prometeu doá-la à primeira capela que fosse erguida no local [11].

    Em 1870, muda para o vilarejo Gomes de Sousa Ramos, filho de Dona Ana das Dores, homem experiente e viajado, conseguiu dos moradores a doação de uma gleba de terra para o patrimônio da Senhora Santana e, no ano seguinte, construía um templo em seu louvor, a primeira igreja da cidade, no mesmo local onde hoje se encontra a Catedral de Santana. Com o crescimento local a denominação passou a ser Capela de Santana das Antas [12].
    [editar] Emancipação

    Um professor de primeiras letras oriundo de Meia-Ponte, designado pelo governo provincial, chegou ao povoado em 1882. Chamava-se José da Silva Batista (Zeca Batista).

    Batista lutou pelo desenvolvimento da freguesia e para emancipá-la de Pirenópolis, fato que se deu, por força da Lei nº 811 de 15 de novembro de 1887. Com a morte de Gomes de Sousa Ramos, considerado o primeiro líder, Zeca Batista ocupou o seu lugar.

    Por múltiplos obstáculos, e, sobretudo pelas dificuldades levantadas pelas autoridades pirenopolinas, pelo advento da Lei Áurea (1888) e pela Proclamação da República (1889), a instalação da vila só se deu a 10 de março de 1892, com José da Silva Batista na presidência da junta administrativa da Vila de Santana das Antas [13].

    Através de eleições, em 1893 o povo antense escolheu o primeiro intendente Lopo de Sousa Ramos, e o primeiro conselho municipal foi formado por Antônio Crispim de Sousa, Teodoro da Silva Batista, Vicente Gonçalves de Almeida, Floro Santana Ramos, Antônio Batista Arantes e Modesto Sardinha de Siqueira. Já contando com autonomia administrativa e base territorial, a Vila de Santana das Antas foi elevada à categoria de cidade pelo Decreto-Lei 320, assinado pelo então presidente do estado de Goiás, Miguel da Rocha Lima, passando a ser denominada de Anápolis (que significa Cidade de Ana) a partir de 31 de julho de 1907, sendo considerada esta a data de comemoração do aniversário da cidade.

    José da Silva Batista, o consolidador do município faleceu em 7 de dezembro de 1910, com 54 anos de idade.

    Em 9 de janeiro de 1924, chegou a luz elétrica na cidade, graças ao pioneirismo de Francisco Silvério Faria e Ralf Colemann. A instalação do telégrafo deu-se em 1926 e a ferrovia chegou em 1935. É conhecida como Manchester goiana. Em 1927 foi fundado o Hospital Evangélico Goiano, pelo médico e missionário evangélico de origem inglesa, Dr.James Fanstone, sendo na sua época a mais moderna instituição de saúde do centro-oeste brasileiro. Em 1939 foi fundado o Hospital Nossa Senhora Aparecida, em 1943 surgiu o primeiro bairro, o Jundiaí, lançado por Jonas Duarte.

    Distritos

    O município conta com quatro distritos:[15]

    Sousânia
    Interlândia
    Joanápolis
    Goialândia

    [editar] Municípios Desmembrados

    Da área territorial anapolina, desmembraram-se os seguintes municípios:

    Nerópolis[16]
    Nova Veneza[17]
    Damolândia [18]
    Brazabrantes[19]
    Goianápolis[20]
    Ouro Verde de Goiás[21]
    Campo Limpo de Goiás[22]

    [editar] Geografia

    Anápolis está a 48 quilômetros da capital, Goiânia, através de pista duplicada da BR-153, que liga a cidade ao sul e ao norte do país. Ainda conta com as rodovias federais BR-060 (que liga Anápolis a Brasília através de pista dupla) e BR-414 (que liga Anápolis à Brasília e Niquelândia, através de Corumbá de Goiás) e as estaduais GO-222 (para Nerópolis) e GO-330 (para Leopoldo de Bulhões). É um dos maiores entroncamentos rodoviários do país, estando a pouco mais de 130 quilômetros da capital federal.

    Anápolis é o terceiro maior município em população do estado de Goiás e o segundo maior em arrecadação de impostos, compondo a região mais desenvolvida do Centro-Oeste brasileiro, o eixo Goiânia-Anápolis-Brasília. Localiza-se também na mesorregião mais desenvolvida de Goiás, denominada de “Centro Goiano”.

    Segundo o Censo do IBGE 2010, sua população é de 335.024 habitantes. Limita-se ao norte com os municípios de Pirenópolis e Abadiânia, a leste com o município de Silvânia, ao sul com o município de Leopoldo de Bulhões e Goianápolis e a oeste com os municípios de Nerópolis e Ouro Verde de Goiás. Sua bacia hidrográfica é composta pelos ribeirões João Leite, Antas, Piancó e Padre Sousa (que marca a divisa entre os municípios de Anápolis e Pirenópolis), entre outros.
    [editar] Relevo

    O município tem relevo ondulado, fazendo parte do planalto central brasileiro, podendo ser subdividido em cinco tipos, com características peculiares, sobretudo no que diz respeito à forma, ao espaçamento interfluvial e à potencialidade erosiva.

    O ponto mais baixo de Anápolis está a 1.017m de altitude e o ponto mais alto está em 1.137m de altitude, na Base Aérea de Anápolis.

    A maior parte do território do município possui um relevo medianamente dissecado com potencialidade erosiva fraca. Apresenta formas convexas associadas a formas tabulares amplas. Nessa área, a drenagem das águas é pouco entalhada e as encostas possuem uma inclinação de 2 a 5º. A substituição da cobertura vegetal primitiva por pastos, submetidos à prática de queimada e ao pastoreio intenso, provoca a retirada de nutrientes do solo pelo escoamento superficial promovendo seu esgotamento.

    Os relevos intensamente dissecados com potencialidades erosiva muito forte, encontram-se em duas áreas. A primeira, menor, ao norte, junto à fronteira com os municípios de Abadiânia e Pirenópolis. A segunda maior, desde os limites com o município de Ouro Verde e avançando em direção ao centro, sob a forma de uma faixa estreita. Caracteriza-se pelas formas convexas e aguçadas, pelo espaçamento interfluvial inferior a 750 metros, eventualmente associados a relevos residuais de topo plano e a bordas de planalto e chapadões, com escarpas de até 45º.
    [editar] Clima

    O Clima do município é do tipo tropical de altitude. A temperatura, ao longo do ano, oscila entre 8°C (junho-julho) a 33°C (janeiro-março), mas a média fica entre 18°C e 23°C. O período mais frio vai de maio a setembro, e o mais quente, de outubro a abril. Existem duas estações distintas, a da seca, que coincide com o período de frio, e a das chuvas, que coincide com o período de calor.

    Anápolis possui um clima ameno na maior parte do ano. No inverno as temperaturas mínimas podem despencar para até 6°C. Porém, as máximas podem ser superiores a 25°C. (Temperaturas típicas de um dia de inverno: mín. 10°C/máx.25°C). A mínima absoluta ocorreu na forte onda de frio de junho de 1975, onde a temperatura chegou a -3°C, com forte geada na cidade. Na primavera, são registradas as maiores temperaturas. Há casos em que as temperaturas máximas podem alcançar ou ultrapassar os 35°C. (Temperaturas típicas de um dia de primavera: mín. 16°C/máx.32°C). No verão as temperaturas ficam mais “amenas”: entre 17°C e 31°C. (Temperaturas típicas de um dia de verão: mín. 18°C/máx.27°C). No outono, as temperaturas ficam mais amenas variando entre 12°C e 26°C, embora às vezes a mínima possa ser menor, como em 2007. (Temperaturas típicas de um dia de outono: mín. 13°C/máx.25°C). Os meses de Agosto e Setembro são muito secos costumam ser quentes apesar do inverno. As primeiras chuvas após o tempo de seca chegam com a entrada da primavera, variando de um ano pro outro.

    A umidade relativa do ar tem uma variação sazonal. A média mensal fica em torno de 50 a 60% nos meses mais secos (que pode chegar a meados de 20%), mas no período das chuvas ultrapassa a 80%.
    [editar] Meio ambiente

    A cobertura vegetal do município está quase que totalmente descaracterizada pela ação do homem que há décadas, vem substituindo as matas por cultura de cereais, como arroz, milho, café e a formação de pastagens para alimentação do rebanho bovino.

    O município localiza-se em uma área de tensão ecológica, ponto de contato entre o cerrado e a região da mata. O cerrado, predominante a leste, tem dois típicos básicos de cobertura: o cerrado propriamente dito e o campo cerrado.
    [editar] Fauna e Flora

    A Flora da região do cerrado é formada principalmente por jacarandá, peroba-branca, quina-do-campo, aroeira, pequi e lobeira. Na região de mata, destacam-se o angico, o amarelão ou garapa, o ipê-amarelo e o ipê-roxo, algumas espécies de palmeiras e a taboca. A mata ciliar ou de galeria, que acompanha as margens dos córregos, possui palmitos, buritis, samambaias e imbaúbas, entre outras plantas.

    Existem inúmeras plantas de uso na medicina popular, como o pau-santo e a quina, que são arvores, e o acaçu, velame-branco, pé-de-perdiz, carapiá e chapadinha, que são arbustos dos quais se extrai a raiz para fins medicinais.
    [editar] Hidrografia

    Embora não exista nele nenhum rio caudaloso, o município de Anápolis é um privilégio manancial de água, que servem a duas bacias hidrográficas: a Platina e a Amazônica. Trata-se de córregos e ribeirões com pequeno volume e água, muita vezes estreitos e encachoeirados, que não podem ser utilizados para navegação. Durante o período das chuvas, costumam transbordar, muito embora o volume de água que possuem seja pequeno.

    Quanto ao aspecto econômico, muitos córregos e ribeirões são importantes devido à utilização de suas águas para irrigação de hortaliças. Não são rios piscosos, ainda que em alguns deles se pratique a pesca em pequena escala, mais como atividade de lazer.
    [editar] Demografia

    A população é de 334.613 habitantes, segundo o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística [3] de 2010. Em população, Anápolis é a 3ª maior cidade goiana e a 67ª maior do país, possuindo atualmente uma frota de 177.660 veículos registrados[24], o que tem levado a problemas de trânsito nos horários de pico. A cidade recebeu ao longo de sua formação migrantes de várias regiões do país em especial mineiros, paulistas, paranaenses e gaúchos, além de imigrantes de origem libanesa, síria, turca e japonesa, principalmente. É uma cidade bastante hospitaleira e tranquila, com baixos índices de criminalidade.

    Essa é a evolução populacional da cidade segundo o IBGE:

     

    Ano Habitantes
    1872 3.000
    1900 6.296
    1910 8.476
    1920 16.037
    1935 33.375
    1940 39.148
    1950 50.338
    1960 68.732
    1970 105.121
    1980 179.973
    1991 239.047
    1996 264.868
    2000 288.085
    2010 334.613

     

    Economia

    Anápolis é a principal cidade industrial e centro logístico do Centro-Oeste brasileiro. Possui diversificada indústria farmacêutica, forte presença de empresas de logística e atacadistas de secos e molhados, economia forte e bem representada através de 31 agências bancárias [25].

    O município é o terceiro do Estado em população e o primeiro no ranking de competitividade e desenvolvimento recém divulgado pela Secretaria Estadual de Planejamento, além de estar no centro da região mais desenvolvida do Centro-Oeste brasileiro, conhecida como o eixo “Goiânia-Anápolis-Brasília”.

    Sua economia está voltada para a indústria de transformação, medicamentos, comércio atacadista, indústria automobilística e também a educação.

     

    Aspectos Sócio-Culturais

    Aspectos Sócio-Culturais Evolução
    2000 2010
    Número de hospitais 18 21
    Número de leitos 1.838 1.350
    Número de ligações de água 65.480 93.909
    Número de ligações de esgoto 33.118 46.206
    Extensão da rede de água (m) 1.116.553 1.192.088
    Extensão da rede de esgoto (m) 492.002 494.667
    Matrículas – Total (alunos) 89.399 78.450
    Estabelecimentos de ensino 191 218
    1. Relativo ao ano de 2009.

     

    Consumo de Energia Elétrica

    Energia Elétrica Evolução
    2005 2010
    Consumo total de Energia Elétrica (MWh) 456.570 700.565
    Energia Elétrica – Número total de Consumidores 113.041 133.921
    Consumo de Energia Elétrica na Iluminação Pública (MWh) 25.104 30.175
    Consumo de Energia Elétrica no Comércio (MWh) 61.807 104.936
    Número de Consumidores de Energia Elétrica – Comércio 9.776 14.682
    Consumo de Energia Elétrica na Indústria (MWh) 164.394 303.469
    Número de Consumidores de Energia Elétrica – Indústria 779 558
    Consumo de Energia Elétrica Residencial (MWh) 152.568 194.588
    Número de Consumidores de Energia Elétrica – Residencial 99.921 115.626

     

    Arrecadação do ICMS

    Arrecadação do ICMS Aspectos Financeiros
    2007 2008 2009 2010
    Combustível R$ 2.164 milhões R$ 3,849 milhões R$ 2,990 milhões R$ 4,137 milhões
    Comércio atacadista e distribuidor R$ 77,788 milhões R$ 91,554 milhões R$ 109,456 milhões R$ 129,237 milhões
    Comércio varejista R$ 35,654 milhões R$ 42,678 milhões R$ 49,116 milhões R$ 63,181 milhões
    Comunicação R$ 0,828 milhão R$ 1,373 milhão R$ 1,580 milhão R$ 0,185 milhão
    Energia elétrica R$ 0,006 milhão R$ 0,028 milhão - -
    Extrator mineral ou fóssil R$ 1,979 milhão R$ 1,470 milhão R$ 1,997 milhão R$ 2,144 milhão
    Indústria R$ 138,684 milhões R$ 179,510 milhões R$ 248,016 milhões R$ 287,548 milhões
    Prestação de serviços R$ 8,944 milhões R$ 11,061 milhões R$ 13,598 milhões R$ 18,695 milhões
    Produção agropecuária R$ 0,333 milhão R$ 0,211 milhão R$ 0,191 milhão R$ 0,115 milhão
    Outros R$ 0,481 milhão R$ 0,691 milhão R$ 0,774 milhão R$ 9,716 milhões
    Total R$ 266,860 milhões R$ 332,426 milhões R$ 427,716 milhões R$ 514,958 milhões

     

    DAIA – Distrito Agroindustrial de Anápolis

    O Distrito Agroindustrial de Anápolis (DAIA) foi criado em 8 de setembro de 1976 com o objetivo de agregar valor à produção agropecuária e mineral da região. A posição estratégica da cidade, contudo, contribuiu para que a intenção inicial fosse suplantada. Contando com uma área de 593 hectares, é limítrofe com a BR-060/153 e com a GO-330, além de ser interligada ao Porto de Santos por um ramal da Ferrovia Centro Atlântica e ser o marco zero da ferrovia Norte-Sul, em construção.[29]

    Inaugurado na década de 1970 o DAIA é uma das molas propulsoras do desenvolvimento do interior goiano. Considerado na época um “elefante branco” (como se designavam as obras faraônicas que não terminavam ou não tinham efeito prático) o Distrito sobreviveu às dificuldades iniciais do período de implantação, com o baixo índice de povoamento por empresas. Quase uma década depois de ser criado, ali estavam instaladas pouco mais de uma dezena de indústrias.[29]

    O grande impulso veio em meados da década de 1980 quando o governo estadual instituiu o programa de incentivos fiscais Fomentar, concedendo crédito de ICMS às industrias que se instalassem em Goiás. O programa passou por várias reformulações, se adequando às constantes mudanças ocorridas na economia brasileira, num período marcado pela escalada inflacionária e pela recessão. Ainda assim num campo minado de adversidades, o DAIA se consolidou como o principal polo de indústria goiana devido não só aos incentivos fiscais oferecidos, como também, e fundamentalmente, pelas suas condições de infra-estrutura e localização, os pontos chaves para facilitar o escoamento da produção.[29]

    Atualmente, o Distrito é a sede do Polo Farmacêutico Goiano, com mais de 20 empresas, entre elas, pode-se citar os Laboratórios Teuto Brasileiro (com participação de 40% da Pfizer), Neoquímica (da Hypermarcas), Greenpharma, Geolab, Champion, Kinder, Vitapan, Novafarma, Genoma, AB Farmoquimica, FBM, Melcon (com participação de 40% do Laboratório Aché), Pharma Nostra e muitos outros, que juntos, empregam mais de dez mil pessoas.

    Além da grande quantidade de laboratórios farmacêuticos e de indústrias químicas, o DAIA ainda possui uma Estação Aduaneira do Interior (EADI) e diversas outras empresas, entre as quais Adubos Araguaia[30], Fertilizantes Mitsui, Granol Óleos Vegetais, Gravia Esquality, Guabi, Midway International, Cereais Araguaia, Elkatex, Babymania Fraldas, Roan Alimentos, Beraca-Sabará Indústria Química, Companhia Metalgraphica Paulista, Transportadora Gabardo, RGLog Logística, DHL Logística, Laticínios Vigor, Colatex, Plastubos, Docce Vida, Hyundai e outras.

    Dentre as vantagens que possibilitam o desenvolvimento contínuo do Daia, podemos destacar a Estação Aduaneira do Interior (EADI ou Porto Seco), a localização do quilômetro Zero da Ferrovia Norte-Sul, a ponta norte da Ferrovia Centro Atlântica (que se ligará com o km Zero da Ferrovia Norte Sul), Plataforma Multimodal, em construção, e o Entreposto da Zona Franca de Manaus, também em construção. Além disso, conta com sistema de captação e tratamento de água próprios, com capacidade para 590.000 metros cúbicos, sistema exclusivo de energia elétrica, central telefônica – DDD/DDI, agências bancárias e correios e a localização privilegiada, no coração do Brasil, o que permite às empresas instaladas ou que pretendem se instalar terem mais suporte e estrutura física para realizarem ótimos negócios.[29]

    Os projetos para 2011 incluem as novas linhas de montagem da Caoa/Hyundai, para produção do caminhao HD78, o utilitário IX35 e o SUV Santa Fé, além de uma fábrica de motores Hyundai, fábrica de tratores da MTZ Internacional, fábrica da Indústria Ypê, ampliação do Centro de Distribuição do Laboratório Neoquímica (investimentos de R$ 100 milhões) e muitos outros projetos que acelerarão o processo de industrialização da cidade. Anunciou-se recentemente também que Anápolis poderá contar com uma montadora de aviões holandesa, Rekkof Aircraft, que produzirá os modelos da extinta Fokker, com capacidade de produção de até 160 aeronaves/ano de pequeno, médio e grande porte (investimento de R$ 1,2 bilhões).

    Fora da área do Distrito Industrial, ainda podemos contar com diversas empresas de porte, tais como AmBev, Fri-Ribe Rações, Arroz Brejeiro, JBS (antiga Friboi), Plumatex, Babioli, Belma Alimentos, Laboratório Uniphar, Suplemente, etc.

     

    ACIA

    A história da ACIA teve início no ano de 1935, época em que a estrada de ferro foi inaugurada em Anápolis, impulsionando o crescimento econômico, contribuindo para a instalação de novas empresas e despertando nos homens de negócio da cidade a necessidade de se instituir uma entidade capaz de congrega-los e que servisse de instrumento para defesa dos interesses em comum da categoria.

    Foi com base nesses ideais que no dia 8 de fevereiro de 1936 um grupo de empresários se reuniu no então Clube Lítero Recreativo Anapolino e, em sessão solene, discutiu a fundação da Associação Comercial e Anápolis. Da primeira ata, lavrada naquele dia e mantida até hoje nos arquivos da ACIA, consta que Nicanor de Faria e Silva, escolhido como orador do grupo, foi o responsável pela exposição dos motivos em defesa da criação da entidade.

    Encaminhadas as primeiras providências e conscientizados os presentes da viabilidade do projeto, foi formada uma diretoria provisória eleita por aclamação.

    Ela era assim constituída: Albérico Borges de Carvalho (presidente), Carlos de Pina (primeiro vice-presidente), Cel. Cristovam Campos (segundo vice-presidente), Manoel S. Maia (terceiro vice-presidente), José E. Roriz (tesoureiro), Calixto José Fares (primeiro secretário), Declieux J. Crispim (segundo secretário) e Nicanor de Faria e Silva (orador oficial).

    Após a posse dos membros da primeira diretoria, o presidente Albérico Borges de Carvalho, vislumbrando a necessidade de dar uma personalidade legal à entidade, constituiu uma comissão formada por Nicanor de Faria e Silva, Tarcis de Almeida Monteiro, Graciano Antônio da Silva, João José Peclat, Benedito Matias e Juvenal Campos Amaral para estudar e elaborar os estatutos da então Associação Comercial de Anápolis.

     

    Setor Terciário

    Com a estrutura do setor terciário Anápolis possui total independência comercial dos grandes centros urbanos que a cercam.

    Serviços

    Em relação aos serviços Anápolis conta com bons restaurantes e empresas conceituadas em serviços. A cidade é bem servida em serviços bancários, contando atualmente com 32 agências bancárias.

    Comércio

    Depois de alguns anos de forte estagnação econômica, na década de 1990 e início da década de 2000, dependente basicamente do ramo atacadista bastante forte no município (contando com empresas grandes como Armazém Goiás, Pérola Distribuição, Grupo Cristal Vidros, Rio Vermelho Distribuidor, Eldorado Atacadista, Super Vida Distribuidor entre outras), a partir de 2005, Anápolis passou a contar com um forte impulso econômico que melhorou bastante o seu comércio. Desde então, empresas conhecidas nacionalmente passaram a abrir filiais na cidade. Há também diversas concessionárias de automóveis.

    Turismo

    O turismo é pouco desenvolvido na cidade, principalmente pela falta de atrativos naturais, entretanto a cidade se destaca pelo turismo religioso e de negócios. A cidade não tem uma grande rede hoteleira. Mas possui bons hotéis-fazenda, muito procurados nos fins de semana por quem mora em Brasília e Goiânia.

    O turismo em Anápolis conta com atrativos como a Base Aérea de Anápolis com seus caças Mirage F-2000 e aviões de rastreamento R-99A e -99B, o turismo de negócios – em razão da grande concentração de empresas no Município – e o turismo religioso, com renomados eventos promovidos pelas igrejas católicas, denominações evangélicas e pela comunidade espírita. Dentre os pontos turísticos dentro da cidade, pode-se citar ainda o Parque Ambiental Ipiranga, o Parque JK, o Central Parque da Juventude, o Parque da Matinha e o Museu Histórico de Anápolis.

     

    CDL

    A Câmara de Dirigentes Lojistas de Anápolis (CDL) nasceu da necessidade de garantir mais segurança às transações comerciais. Tudo teve início a partir da fundação do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC) da cidade, ocorrida no dia 20 de setembro de 1962. Nesta data, um grupo de lojistas participou de um encontro, realizado nas instalações da firma Big Lar, que definiu a base de formação do SPC. Na ocasião, foram discutidos e aprovados os estatutos e o regimento interno, seguindo-se os trabalhos de locação da sede e conquista de associados.

    Após o SPC, foi criado o antigo Club de Diretores Lojistas. A fusão das duas instâncias se deu em 11 de maio de 1981, com o objetivo de unir uma entidade operacional (SPC) com outra de caráter classista (Club). A denominação Câmara de Dirigentes Lojistas foi instituída somente 32 anos depois da fundação, em 21 de setembro de 1994.

    A CDL de Anápolis possui cerca de 1,3 mil associados e um centro de informações e crédito que, em 2003, passou a ser ligado ao SPC Brasil. A CDL é membro da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas de Goiás (FCDL) e também da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). A entidade desenvolve várias ações como o Prêmio Mérito Lojista e, além do SPC Brasil, possui diversos serviços como Convênios médicos e odontológicos; Central de Cobranças; CDL Celular; Assessoria Jurídica; Revista O Lojista; Escola do Varejo; SPCCOM; Portal CDL Anápolis.

     

    Polo Farmacêutico

    A Associação Comercial e Industrial de Anápolis (Acia), conquistou um grande benefício para Anápolis. A instalação do Polo Farmacêutico no município. Com a expansão do consumo de remédios genéricos no Brasil, a tendência é que o DAIA se consolide como o maior Polo Farmacêutico de Genéricos da América Latina.

    O Polo Farmacêutico de Anápolis conta hoje com 20 empresas de médio e grande portes. Próximo a Goiânia e Brasília, situa-se em local com fácil acesso para todas as regiões do País. Além disso, a área tem infra-estrutura de telecomunicações e de transporte rodoviário, aéreo e ferroviário por meio dos terminais de Anápolis e Goiânia, que ligam o polo com os demais grandes mercados nacionais e portos exportadores de Vitória, Rio de Janeiro, Sepetiba e Santos.

     

    Base Aérea de Anápolis

    A Base Aérea de Anápolis é um importante foco do turismo em Anápolis. Uma das principais unidades da Força Aérea Brasileira, é base operacional dos supersônicos Mirage e das modernas aeronaves que pertencem ao grupamento do Sistema de Vigilância da Amazônia. Em datas importantes para a aviação nacional e no aniversário da cidade, a Base Aérea promove um dia de portões abertos, proporcionando aos visitantes a oportunidade de conhecerem a sua estrutura e de presenciar espetáculos aéreos.

    Em 9 de fevereiro de 1972 iniciaram-se as primeiras edificações da Base Aérea de Anápolis, guardiã dos vetores de interceptação da Força Aérea Brasileira, com os aviões F-103 Mirage.

    Hoje é a primeira Ala de Defesa Aérea – 1ª Alada, com missão específica de defesa no território nacional. Atenta à rápida evolução da tecnologia das aeronaves de combate e dos sistemas de detecção e controle de tráfego aéreo, a Força Aérea Brasileira sentiu a necessidade de adquirir aeronaves supersônicas de interceptação. Para tal, foi necessária a criação de uma unidade militar, próxima à Capital Federal.

    Criado em 11 de abril de 1979, o 1º GDA (Grupo de Defesa Aérea) ou Grupo Jaguar, como também é conhecido, tem como missão executar operações de defesa aérea, com o propósito de impedir a utilização não autorizada do espaço aéreo brasileiro.

    Assim como a Base Aérea de Anápolis, o 1º GDA tornou-se referência para a aviação de caça nacional e internacional. As equipagens operacionais do 1º GDA permanecem, ininterruptamente em estado de alerta, prontas para atender a qualquer missão, perfeitamente integradas ao Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro (Sisdabra), sendo o Mirage uma das pontas desse sistema defensivo.

    A parceria de longos anos entre a BAAN e o 1º GDA veio permitir que o Comando da Aeronáutica encontrasse estas paragens goianas para instalação do 2º/6º Grupo de Aviação, esquadrão que opera o equipamento mais moderno e sofisticado de toda a FAB.

    A aeronave R-99 desempenha importante papel como elo do Sistema de Vigilância da Amazônia (Sivam), integrado ao Sistema Nacional de Coordenação, hoje denominado Sistema de Proteção da Amazônia (Sipan). Esse Esquadrão opera com aeronaves BEM-145 na versão R99A, designadas para Controle e Alarme em Voo e Guerra Eletrônica, enquanto que a versão R99B realiza Reconhecimento Aéreo e Guerra Eletrônica. As aeronaves R-99 representam um expressivo salto tecnológico e fator de reformulação doutrinária para a Força Aérea Brasileira como um todo e, especialmente, nos campos de Guerra Eletrônica e de Sensoriamento Remoto.

    O projeto SIVAN, que traduziu as preocupações governamentais quanto ao destino da Amazônia, propôs mecanismos que permitam desvendar a realidade da região e facilitar a atuação integrada e coordenada do governo e da sociedade na busca dos melhores e mais justos caminhos para o povo amazônico e para o futuro do Brasil. (O Guardião).

     

    Saúde

    Anápolis possui um dos mais avançados centros de saúde do interior do Brasil. São dezenas de hospitais, clínicas e laboratórios. Esse complexo é aparelhado para cirurgias, microcirurgias, implantes, transplantes, reimplantes e medicina nuclear. Com atendimento específico, existe a Unidade Oncológica Dr. Mauá Cavalcante Sávio (Hospital do Câncer), que foi inaugurado em 2 de agosto de 2005. Já o Huana (Hospital de Urgências de Anápolis Dr. Henrique Santillo) tem capacidade para atender cerca de 300 pacientes/dia. O Laboratório da Apae realiza, entre outros exames, o Teste do Pezinho. Anápolis ainda é referência em saúde, contando também com o Hospital de Queimaduras, Hospital Espírita de Psiquiatria, Maternidade Dr. Adalberto Pereira da Silva, Hospital Municipal Jamel Cecílio e o Hospital Evangélico Goiano. A saúde municipal conta com 40 (quarenta) postos de atendimento ambulatorial e CAIS (Centro de Atendimento Integral à Saúde). Vinculados à Secretaria Municipal de Saúde estão o Hospital Jamel Cecílio, o Lacen (Laboratório Central), o Centro de Atendimento à Mulher e Adolescente e o Banco de Leite Humano. Anápolis conta ainda com a rede Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) equipado com ambulâncias e motolâncias, além de uma grande equipe médica. Funcionam 24 horas por dia, a Santa Casa de Misericórdia, o Huana e o Hospital Evangélico Goiano.

    Educação

    A cidade é bem servida de serviços educacionais, dispondo de ampla rede de ensino fundamental, médio e superior, além de diversas faculdades e duas universidades. Uma de suas principais escola/colégio é o Colégio Couto Magalhães, que dispõe de uma rede de ensino que vai desde o maternal até o ensino médio, além de ser vinculada com a universidade UniEvangélica. No ensino superior, a cidade é sede da Universidade Estadual de Goiás UEG,a qual possui dois campi universitários na cidade, sendo a sede no Bairro Jundiaí e outro às margens da BR-060/153. Já a UniEvangélica – Centro Universitário tem sua sede na Cidade Universitária. A cidade conta com diversas faculdades, entre elas a Faculdades Anhanguera [40] Faculdade Fibra,[41] Faculdade Raízes, Faculdade Católica de Anápolis [42], e o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Goiás (IFG), Faculdade Metropolitana de Anápolis (FAMA) e outras faculdades que oferecem ensino a distância. No ensino médio, há bons colégios na cidade, tais como o Auxilium, Galileu, Delta, e o São Francisco, que são particulares, e diversos outros estaduais. O ensino fundamental e infantil é representado por centenas de escolas públicas e privadas. Há unidades de escolas profissionalizantes, como a Fatec SENAI Roberto Mange e a unidade do SENAC Elias Bufáiçal, unidades do Sebrae e a Escola de Enfermagem Florence Nightingale e uma unidade da Rede Estadual de Educação Profissional, CEPA. Graças à sua estrutura educacional, Anápolis tem elevado nível cultural e baixo índice de analfabetismo.

    No Ensino Superior, as instituições em Anápolis mantêm cursos regulares de Arquitetura e Urbanismo, Engenharia Agrícola, Economia, Administração, Engenharia Civil, Engenharia de Produção, Engenharia Elétrica, Relações Internacionais, Nutrição, Processamento de Dados, Geografia, História, Biologia, Farmácia, Medicina, Biomedicina, Matemática, Educação Física, Fisioterapia, Medicina Veterinária, Letras, Química, Pedagogia, Ciências Contábeis, Psicologia, Odontologia, Direito, Enfermagem, Comércio Exterior, Design Gráfico, Gastronomia, Gestão Financeira, Recursos Humanos, Logística, Marketing, Negócios Imobiliários, Produção Sucroalcooleira, Radiologia, Redes de Computadores. Além disso, há pós-graduações e cursos sequenciais.

    Para a área do ensino pré-escolar, fundamental e médio a estrutura é composta por 69 escolas municipais, 81 estaduais e 113 particulares. Há também a Microlins e a AF Sistemas, na área informática e diversas redes de escolas de idiomas como CCAA, CNA, Fisk, Wizard, Skill, Michigan, Planet, Up Time, Minds, American English Center.